
O Segundo contato
Passou uma semana, ele com msn aberto na esperança de sua musa aparecer por lá. Teclou com várias mulheres, gosta de teclar com elas pois cada uma tem algo especial para lhe ensinar. Mas em cada aviso do messenger tinha aquela esperança de aparecer aquela que lhe tirou o sono.
No sábado, precisando recuperar o trabalho acumulado da semana devido a várias horas que ele ficava imaginando como seria sua musa pessoalmente, como poderia encontrá-la em uma cidade como Porto Alegre, calculando qual seria a probabilidade de um encontro casual. Se deparou com o tão esperado aviso do MSN.
Era ela com uma foto nova, somente parte de seu corpo semi-nu, que lindo corpo. Coração disparou, ficou meio em estado de choque, respirou fundo e teclou um pequeno e singelo “OI”. Ele se sentiu como o “Adam Sandler” no filme ”Como se fosse a primeira vez”, onde ela não se lembrava de quem ele era, e tudo que teclaram na semana anterior simplesmente foi esquecido, uma pena.
Mas a sinceridade dela, e seus verdadeiros pedidos de desculpas foram de uma forma tão encantadora que ele simplesmente deixou a magoa de lado e aumentou ainda mais o desejo de conhece-la pessoalmente. Nesse dia ela o revelou que não tinha tempo de ler E-mail nem de teclar durante a semana, pois tinha que manter sua vida real, e essa vida obscura era para poder ser feliz. Além disso ele descobriu que sua musa era uma mulher mais do que especial, e que tinhas as pessoas certas ao seu redor e não precisava de ninguém para ser completamente feliz.
Isso gerou um desejo de fazer parte daquele mundo e ao mesmo tempo uma frustração por perceber que não pertencia a ele essa decisão.
No final da tarde, se despediram e ele disse que gostou muito de teclar com ela.
Foi embora com uma mistura de sentimentos.
*Desejo pela sua amada,
*Frustração por não existir em seu meio
*Esperança de um dia fazer parte
*Medo de perder-se em seu mundo atual, devido a um inexplicável sentimento de desejo e paixão.
Todos esses sentimentos fizeram com que ele valorizasse mais aqueles que o rodeiam, tentando preencher um vazio que sentiu quando descobriu que existia um mundo distante que gostaria de fazer parte e ao mesmo tempo a percepção que ele não dava a devida atenção ao seu verdadeiro meio.